Terça-feira, Julho 31, 2007

Twitter - um tchau com bom humor

Há uma verdadeira onda (ou seria bolha) se formando em torno dos serviços na Internet suportada por algo que entrou na moda: a "Web 2.0". Mas na minha percepção há (como em 1999) que se garimpar muito lixo até se encontrar meia dúzia de serviços realmente úteis e que façam a diferença.

Para não focar só nos EUA, a CNN Money listou 31 dos melhores novos negócios "a la Web 2.0" não-norte-americanos. Sinceramente... tirando um ou outro (gosto do Joost) em geral parecem aventuras de ricaços malucos. Tem uns que (incluindo as fotos dos respectivos criadores) parecem verdadeiras "pegadinhas do Faustão".

Nessa maré de serviços surgiu o Twitter. Já escrevi aqui sobre este serviço em abril/2007. Mas agora escrevo novamente depois de utilizá-lo... e abandoná-lo.

Cheguei à conclusão que, a não ser que você seja uma pessoa muito famosa e perseguida por paparazzi, ninguém está interessado em saber se você tinha ido cortar cabelo há 19 horas atrás, ou se estava lendo um livro há 8 horas atrás, se você colocou uma blusa há 6 horas atrás, e muito menos saber o que você comeu no almoço.
Aliás, se você tem este tipo de curiosidade sobre algum amigo seu, alerto: deve estar carente, ou tem uma queda especial enrustida por esse seu amigo. Análise (ou um trabalho que ocupe mais seu tempo) é altamente recomendada em seu caso. :-)
E se você não é um pop star, mas mesmo assim tem gente (pior se forem completos desconhecidos) que fica te seguindo dessa forma: cuidado! É no mínimo estranho... para não dizer preocupante. :-)

Reflita: Nem namorada ciumenta merece que você fique explicando numa ferramenta online o que está fazendo a cada hora do dia. Ah... seus inúmeros "fâs" merecem? Desculpa... não sabia que você era tão importante. :-)

A maioria das pessoas que tem ou trabalha com um computador online já usa massivamente algum instant messenger. Se você quer ser encontrado por algum amigo, é por lá que vão te achar (para não mencionar o celular). Seu amigo de verdade vai te chamar pelo MSN (ou enviar um simples email) para perguntar se você está na cidade e te convidar para almoçarem juntos, e não entrar no seu twitter para ver o que você comeu no jantar de ontem.

Bom... mesmo tendo esta opinião, eu não duvido por um minuto sequer que o Twitter não continue ganhando cada vez mais usuários fanáticos. O que leva essas pessoas a escancarar seu dia-a-dia numa ferramenta pública como esta talvez seja o mesmo motivo pelo qual a "galera" adora ficar batendo papo através dos recadinhos do orkut, como se nunca tivessem ouvido falar de instant messenger ou emails.

Ah, sim... neste blog eu comento sobre filmes que vi, livros que li, impressões sobre produtos e serviços que gostei/detestei. Mas o objetivo não é falar de mim, mas dar alguma dica útil a alguém interessado no mesmo tema. Tenho felizmente conseguido acertar em alguns casos. E com certeza é uma leitura mais útil (ou seria "menos inútil"?) do que saber se seu amigo colocou dois cobertores na noite retrasada ou se ele esperou muito pelo técnico de tv a cabo na tarde de ontem...

ML

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Domingo, Abril 08, 2007

Joost e Twitter

Esse promete ser, junto com o Twitter, um dos novos serviços na Internet a receberem milhões de usuários e farta cobertura da imprensa daqui para frente. O Joost promete tanto assim por ter dois fundadores que trazem excelente currículo: foram responsáveis pelo lançamento do Kazaa e pelo Skype.

Mas é verdade que desenvolver serviços concorrentes ao Twitter não é uma tarefa impossível, tanto que já apareceu um tal de Jaiku que traz funções semelhantes (organizar um mini-blog / diário) com uma carinha gráfica mais atraente. Enquanto todos prestavam atenção no Twitter, um de seus ilustres usuários, o Leo Laporte, figura muito conhecida na América do Norte e líder do podcast TWIT, decidiu recomendar o Jaiku como alternativa. A recomendação bastou para o pessoal do Jaiku ter que sair correndo atrás de expansões de seus servidores para dar conta da enxurrada de novos usuários.

Mas desenvolver algo do porte do Joost já não é tão simples. Este serviço promete trazer a TV para seu computador, com vantagens. E aparentemente vai conseguir.

Hoje consegui um convite para testar a versão beta e fiquei muito bem impressionado. Estou usando uma conexão de 3Mbps em casa. Obviamente a velocidade real fica muito aquém da nominal, e no momento em que testei o Joost a conexão aqui não passava de 400Kbps na realidade. Mas mesmo assim os vídeos apareceram com boa qualidade e engasgaram poucas vezes.

A variedade de vídeos não é ampla (afinal ainda está na fase beta) mas alguns prometem, como um seriado chamado "Total Recall 2070" que para quem gostou de "Blade Runner" e "Eu, Robô" vai virar fã de carteirinha.

A melhor parte é que os vídeos são todos gratuitos. Como não existe "free lunch", em troca aparecem algumas poucas e rápidas inserções comerciais enquanto você assiste aos vídeos. Nada que incomode, e imagino que a idéia é que mais para frente, quando seu perfil estiver bem traçado pelos servidores do Joost, os comerciais sejam de produtos ou assuntos de seu interesse. Aumenta assim a eficácia da propaganda, o retorno para o anunciante e reduz o desconforto de quem consume o conteúdo. Será o "Google Ads" dos vídeos.

Obviamente há ainda alguns pequenos bugs no software, mas a interface não poderia ser mais intuitiva. Tem tudo para cair no gosto dos internautas que curtem vídeo.

Só falta a opção de legendas para realmente ser um serviço apreciado pelo público brasileiro.

ML

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